Carnaval com penas e plumas: UMA TERRÍVEL CRUELDADE COM OS ANIMAIS

Carnaval é sinônimo de diversão, música, samba e fantasias coloridas, com penas e plumas.


Porém, por trás do colorido das penas e plumas ocorre uma terrível atrocidade. Enquanto muitas pessoas não percebem nem questionam a origem dos adornos das fantasias das escolas de samba, outras chegam a pensar que as penas utilizadas ‘caem naturalmente’ das aves. Entretanto, gansos, faisões, pavões, patos e avestruzes têm suas penas cruelmente arrancadas para suprir a demanda das escolas de samba. Suas penas são arrancadas com os pobres dos animais vivos e conscientes de toda dor e humilhação.



Uma das técnicas é amarrar a pata deles e arrancar em forma de zíper. Como eles lutam neste processo, muitos deles sofrem fraturas. Para você imaginar, o avestruz tem suas penas arrancadas por aproximadamente quarenta anos. É muito tempo de sofrimento. Pode-se, então imaginar a dor pela qual passam esses animais, com o único propósito de tornar fascinantes as fantasias de Carnaval.


Em geral, essas aves são criadas em países como África do Sul, China e Índia. O Brasil é um dos maiores importadores de penas e plumas, apenas para o Carnaval. Os Grupos Especiais das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo consomem aproximadamente três toneladas de penas.



É uma verdadeira indústria, pois UMA pena de faisão pode custar mais de R$ 100,00, cada escola do grupo especial usa, por ano, por volta de 70 a 150 kg de penas. E cada kg custa mais ou menos R$ 2.500. E, para cada quilo deste material, é necessário o sofrimento de dois animais.


Provando que para existir Carnaval não precisa haver maus-tratos aos animais, a escola de samba Águia de Ouro ficou em 1º lugar no grupo de acesso do carnaval paulistano em 2018.


Em 2017, a escola desfilou sem o uso de nenhuma pena ou pluma. Na ocasião, a escola se comprometeu a não mais usar penas ou plumas verdadeiras, de origem animal, nos desfiles.


Em 2019, portanto, a Águia de Ouro apresentará mais uma vez o seu desfile sem crueldade animal no grupo de elite do carnaval de São Paulo.


Conclui-se, portanto, que para haver luxo e beleza no Carnaval não é necessário submeter as aves ao sofrimento. Espera-se que outras escolas sigam o exemplo da Águia de Ouro e coloquem fim aos maus-tratos, pois é plenamente possível substituir penas e plumas naturais por artificiais. Somente assim o Carnaval será sinônimo de alegria. Para todos, humanos e não-humanos.


Fonte/Texto: Gisele Kronhardt Scheffer (Mestre em Direito Animal. Especialista em Farmacologia. Médica Veterinária, link http://abre.ai/aMeM)

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