Mais de 23 milhões de animais foram mortos na Amazônia em 55 anos


No início do século 20, a Amazônia era uma fábrica de fazer dinheiro. Centenas de trabalhadores migraram para lá a fim de lucrar com a extração da borracha, que andava em alta. Mas todo ciclo chega ao fim. Lá pelos anos 1920, a farra acabou e 500 mil pessoas perderam o emprego. Mas logo acharam outra fonte de renda lucrativa: a biodiversidade da fauna amazônica.

A caça valia a pena. Na Europa, nos Estados Unidos e no sudeste brasileiro, fabricantes pagavam caro para encher as vitrines com roupas enfeitadas de couro e pelugem de animais. A matança só teve fim em 1975, quando o país aderiu à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), proibindo todo tipo de caça na região.

Até a lei se estabelecer na Amazônia, milhões de animais já haviam entrado na mira dos caçadores. Para saber o tamanho do estrago, pesquisadores brasileiros analisaram recentemente todos os registros portuários e comerciais da época, além de relatórios de carga e embarcações. A conta fechou com 23 milhões de mamíferos e répteis mortos, de 20 diferentes espécies, em apenas 55 anos. Ficou um vazio na floresta: 92% dos jacarés–açus, 91% dos peixes-bois, 75% das capivaras e 30% das jaguatiricas e onças-pintadas foram exterminados pelos humanos.

E esse ainda é um número otimista — e pouco realista. Os pesquisadores acreditam que esses dados sejam a ponta do iceberg: afinal, os milhares de animais mortos durante o transporte não foram contabilizados.

Os animais dizimados depois desse período, quando o comércio de peles caiu na ilegalidade, também não foram calculados. No fim das contas, as leis restritivas criaram um entrave a mais na conservação da Amazônia: afastaram as comunidades que sobreviviam da caça de subsistência — e que poderiam proteger a floresta. Sem esse pessoal, a região fica ainda mais despovoada e abandonada. Com a omissão do Estado, sobra apenas o vazio do desmatamento e da exploração dos recursos naturais do território amazônico.

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