Johnson & Johnson anuncia que não vai mais realizar testes de “nado forçado” em camundongos

A decisão da Johnson & Johnson de abolir este tipo de teste foi tomada após pressão da PETA.

Apesar de não representar o fim dos testes em animais, o anúncio trouxe esperança para os ativistas.

Nos testes de “nado forçado”, camundongos são colocados em provetas inescapáveis cheias de água onde lutam desesperadamente para sobreviver.

De acordo com a PETA, alguns pesquisadores afirmaram que o teste “serve como um modelo de depressão em animais e pode ser usado para testar a eficácia de novos medicamentos para a doença” – mas isso foi negado por outros cientistas.


Inútil
A PETA dos Estados Unidos diz que seus cientistas revisaram estudos publicados e descobriram que “colocar animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda da eficácia de uma droga em humanos.”

“Os animais utilizados nesses testes tentam desesperadamente subir nas laterais dos cilindros ou até mesmo mergulhar para buscar uma saída”, disse a ONG.

“Eles remam furiosamente, tentando manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria deles começa a boiar.”

A decisão
“A Johnson & Johnson fez a coisa certa ao deixar de usar o teste de “nado forçado”, que não é apenas uma ciência ineficaz, mas também terrivelmente cruel”, disse a neurocientista da PETA US Emily Trunnell, em um comunicado enviado à Plant Based News .

“A PETA pede à Eli Lilly, à Pfizer e à Bristol-Myers Squibb que sigam a liderança da Johnson & Johnson e deixem de aterrorizar os animais dessa maneira.”

Futuro
O mundo está caminhando para ser mais compassivo com os animais. À medida que as pessoas tomam consciência dos horrores cometidos contra seres indefesos dentro de laboratórios, a demanda por produtos livres de crueldade aumenta.

Países e empresas estão cedendo a pressão do mercado e começam a trabalhar com alternativas éticas.

No setor alimentício, a Hershey’s e a Kellogg’s anunciaram o fim de testes em animais. Para cosméticos, a P&G fez uma parceria com a HSI para proibir que eles sejam usados na indústria da beleza. Recentemente, a Austrália aprovou uma lei que proíbe essa prática. Na Ucrânia, um projeto de lei semelhante está em andamento e a Índia deu um grande e importante passo anunciando o fim de testes em animais para pesquisas biomédicas.